EXEGESE TEXTUAL E ANALÍTICA
LITERÁRIA
(João 21:20-25)
1ª) Jesus
falou que Pedro não morreria?
2ª) Jesus falou para o discípulo que ele não morreria enquanto Deus não
cumprisse seus planos?
Então
respondendo a tais questionamentos fiz uma exegese superficial sobre o assunto
obtendo as seguintes conclusões:
EXEGESE TEXTUAL E ANALÍTICA
LITERÁRIA (João 21:20-25)
Introdução
Esta exegese
tem por finalidade esclarecer algumas dúvidas emergentes do texto de João
21:20-25, no intuito de solucionar possíveis desvios de interpretação ou
equívocos teológicos e linguísticos oriundos do desconhecimento dos textos
originais nas línguas Grega e Latina, bem como sua real análise sintática e
morfológica (lexical), para embasar nosso estudo de forma prática e clara.
Em primeiro
lugar, se faz necessário identificar que no texto em análise, pode-se constatar
que existem três (03) pessoas coexistentes no discurso, e que existe uma
relação entre elas durante a leitura, relação essa que chamaremos de 1ª
Relação(Relação Interpessoal), ou seja, é possível constatar que ocorre uma
participação ativa e passiva dessas três pessoas no contexto, identificadas
com: Ἰησοῦς (Jesus), Πέτρος (Pedro) e τὸν μαθητὴν ὃν ἠγάπα ὁ Ἰησοῦς (o discípulo que Jesus amava) cf. Jo 21:20.
Nos
versículos anteriores o diálogo já existia entre duas personagens apenas: Jesus
e Pedro (cf. Jo 21:15-19). Encontramos então neste primeiro momento (no v.20),
o aparecimento e a participação desta outra personagem, que neste caso é um dos
Discípulos de Jesus “aquele discípulo a quem Jesus amava”.
Assim, o
identificamos como “o discípulo amado”, o mesmo da cena da Última Ceia, onde
reclinara a cabeça sobre o tórax de Jesus v.20 – João, interligado
a figura de linguagem elíptica cf. Jo 21:7; Jo 13:23; Jo 20:2.
A segunda
confirmação da personagem do texto ser conclusivamente o discípulo João,
encontra-se na “autoafirmação” de que o mesmo que escreve o
Evangelho é também testemunha ocular da cena em pauta, ratificando dessa forma
a veracidade dos fatos relatados: “Este é o discípulo que dá testemunho
destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.”v.24.
Logo, podemos concluir certamente quem eram os três participantes desta 3ª aparição de Jesus pós Ressurreição no caso estudado, esta informação nos facilitará explicar as demais relações textuais encontradas a seguir.
A 2ª
Relação a ser feita está no discurso emitido por Jesus em relação à
proximidade com os dois discípulos (Pedro e João), e seu diálogo exclusivo com
o Apóstolo Pedro em reação ao outro; esta relação nomearemos de Relação de
Proximidade. Isso denota uma explicação
evidentemente gramatical e semântica e
não figurada ou metafórica, excluindo assim
qualquer possibilidade de equívoco interpretativo, vejamos:
No
v.20, Pedro vira-se para ver a chegada da 3ª Pessoa a participar desse fato,
sendo reconhecido pelo próprio narrador (João), em “E Pedro,
virando-se, viu que o seguia aquele discípulo a
quem Jesus amava...” v.21a, como no Grego: τὸν μαθητὴν(Koinê) = o discípulo; e no
Latim: illum
discipulum (Vulgata) = aquele discípulo; ou seja, um Pronome
Demonstrativo
na 3ª Pessoa do Singular Masculino = aquele.
No
v.21a, “Ora, vendo Pedro a este, perguntou a Jesus:”, neste
momento o narrador se coloca em 1ª Pessoa em Relação de Proximidade com Pedro
(a este = o discípulo amado = João = Autor do Evangelho).
Este
Esse Aquele
Eu
Tu Ele
1ª Pessoa
2ª Pessoa 3ª Pessoa
(Singular Masculino)
No
v.22, “... Se eu quiser que ele fique
até que eu venha, que tens tu com isso? [...]” Nesse
momento fica explícito que o diálogo de Jesus tem com Pedro, se refere a João
como “ele”, essas relações pronominais também se identificam seus
devidos Pronomes: Jesus = eu, pelo Pronome Pessoal do Caso Reto na
1ª Pessoal do Singular Masculino, Pedro = tu, no PP CR 2ªPSM*² eJoão
= ele, no PP CR 3ªPSM*².
Pedro
Jesus
João
"Tu"
"Eu"
"Ele"
A partícula
“Se” utilizada por Jesus no início do v.22, como Pronome Relativo,
completando o sentido de “eu quiser” – vontade soberana - transforma o diálogo
em uma tensão entre Jesus e Pedro, fazendo com que a oração
Subordinada Adjetiva, passe a ser concebida como uma frase interrogativa.
Situação a qual Jesus em nenhum momento deste versículo, ou,
nos versículos seguintes, afirma a intenção de fazer com que João permaneça aqui
ou não, em resposta a proposição de Pedro no v.21b,“Senhor, e deste que
será?”.
Não ocorre
de fato a concretização do pensamento de Jesus (em deixar João até o seu regresso)
em ato consumado, realmente.
Esta parte
do versículo isolada é apenas, única e exclusivamente interrogativa,
não podendo assim, se tirar quaisquer conclusões sobre o assunto. É uma oração
inacabada, precisando de complemento, sendo prematura qualquer opinião sobre o
tópico.
Porém,
o v. 23 é o versículo chave desse texto, e o mais importante em relação aos
fatos que se sucederão em sequência. O próprio versículo indica a
resposta do equívoco semântico e interpretativo, tanto dos discípulos, quanto
dos teólogos nos dias atuais sendo o versículo determinante de toda locução.
Acompanhe
atentamente o que se segue:
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O Evangelho Segundo S. João 21:23
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Versão
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Grego (Grego Koinê: SBL Grego do Novo Testamento:
SBLGNT)
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1
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ἐξῆλθεν
οὖν οὗτος ὁ λόγος εἰς τοὺς ἀδελφοὺς ὅτι ὁ μαθητὴς ἐκεῖνος οὐκ ἀποθνῄσκει. οὐκ
εἶπεν δὲ αὐτῷ ὁ Ἰησοῦς ὅτι οὐκ ἀποθνῄσκει ἀλλ’• Ἐὰν αὐτὸν θέλω μένειν ἕως
ἔρχομαι, τί πρὸς σέ;
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Versão
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Latim (Jerome's A.D. 405 Bíblia Sacra Vulgata
Latina)
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2
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exivit
ergo sermo iste in fratres quia discipulus ille non moritur et non dixit ei
Iesus non moritur sed si sic eum volo manere donec venio quid ad te
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Versão
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Tradução Literal para o Português/Brasil (*)
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3
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Portanto,
saiu esta palavra (divulgou-se esta notícia) para os irmãos, que aquele
discípulo (João) não morre. No entanto, Jesus não disse a ele (a Pedro) que
"ele (João) não morre", mas: "Caso Eu deseje ele permanecer
enquanto Eu venho, que importa a ti?"
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Versão
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João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada
(2007) Português/Portugal
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4
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Divulgou-se,
pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer.
Jesus, porém, não disse que não morreria, mas: se eu quiser que ele fique até
que eu venha, que tens tu com isso?
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Visto o
texto em quatro Versões distintas, utilizaremo-as como modelo argumentativo
para as teses infra mencionadas, a partir de dois equívocos:
O 1º
Equívoco – Está no fato de achar que “aquele discípulo” o
qual o texto se refere é “Pedro” quando na verdade deveria ser atribuído
a “João”. v.23, “Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito,
que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não
disse que não morreria, mas: se eu quiser que ele fique até que eu venha, que
tens tu com isso?”; uma vez que na locução fica explicitado que a
expressão “aquele discípulo” se refere a João (ele) e não a
Pedro, conforme v.20 (aquele), v.21 (deste), v.22 (ele),
que agora retoma o discurso para identificar-se como o motivo de disseminação
de “boatos” entre os próprios discípulos restantes, implícito no início do
versículo 23: “Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito”,
que de acordo com o texto original na Versão 1: ἐξῆλθεν οὖν οὗτος ὁ λόγος εἰς τοὺς ἀδελφοὺς, se traduz como: Portanto, saiu esta palavra (divulgou-se esta
notícia) para os irmãos (Versão 3). Os irmão são os demais discípulos e
Jesus falara não de Pedro, mas sim de João.
Tal equívoco
é muito comum em algumas exegeses católicas para darem maior sustentabilidade
na “suposta” patriarcalidade romana ao Apóstolo Pedro, ou em exegeses
protestantes com tendências pentecostais (neste caso errôneas!) para sustentar
o cumprimento messiânico de Pedro em dar continuidade ao ministério
eclesiástico e espiritual legado ao referido discípulo por Jesus (cf. Mt 16:18;
Mt 18:18; At 4:4), divergindo assim das Sagradas Escrituras.
O 2º
Equívoco – Encontra-se no fato de achar que Jesus
“afirmou que o discípulo João não morreria” (οὐκ ἀποθνῄσκει), cf. “que aquele
discípulo não havia de morrer.” (Versão
4), porém, no mesmo texto, o autor do Evangelho deixa claro que tal notícianão
tinha fundamento algum, argumentando inclusive com a negação completa de
tal “dito divulgado entre os irmãos”v.23a; sendo notório em todas as
línguas, traduções e versões do Novo Testamento.
ü No
Grego: οὐκ εἶπεν δὲ αὐτῷ ὁ Ἰησοῦς ὅτι οὐκ ἀποθνῄσκει (Versão 1), o texto deixa claro que Jesus “não disse” (οὐκ εἶπεν) que o discípulo não morreria (οὐκ ἀποθνῄσκει);
ü No
Latim: et non dixit ei Iesus non moritur (Versão 2); Onde se
percebe nitidamente a língua materna expressando em sua tradução: non
moritur = “não morreria”, sendo apenas antecipado na oração o
nome de Jesus negando tal sentença em relação à tradução de língua portuguesa;
ü Em
Português: Jesus, porém, não disse que não morreria (Versão
4), inclusive nas mais diversas versões para nossa língua (RC, RAA, NTLH,
Restauração, Ave Maria, NVI...) João enfatiza o fato Dele (Jesus) não afirmar a
vida eterna ao discípulo;
ü No
Alemão: Und Jesus sprach
nicht zu ihm: „Er stirbt nicht” ( A
Bíblia de Luthero - Lutherbibel
1912), nicht = não;
ü No Inglês: yet Jesus said not unto him, He
shall not die; ( A Versão do Rei
James - King James Version
of the Holy Bible), not = não;
E por fim,
na Tradução Literal dos textos bíblicos: “Jesus não disse a ele
(Pedro) que "ele (João) não morre" (Versão 3), ou seja,
percebe-se que houve uma tentativa exegética frustrada de colocar afirmações
teológicas particulares, parciais ou tendenciosas que evidenciam um erro comum
no meio cristão, de que: O crente em Jesus Cristo não pode morrer
enquanto não se cumprir as promessas sobre sua vida!
Entrando em
contradição com a Palavra de Deus em diversas passagens que apenas ratificam nosso
entendimento acima apresentado. E tal relação afirmativa não é bíblica, uma vez
que o próprio Deus não poupou o seu próprio filho da morte (Rm 8:32), onde
todos nós deveremos morrer em Cristo, para também ressuscitar com Ele (Jo 6:40;
Jo 6:44; Jo 6:54; Rm 6:8; 1 Co 6:14; 2 Tm 2:11) e todo e qualquer tempo
relacionado aos propósitos de Deus é Kairós e não Chronos (tempo de Deus e não
tempo humano).
Jesus
acabara de explicar a Pedro as circunstâncias em que se daria a Sua morte.
Pedro estava curioso se sua experiência seria semelhante à do discípulo amado,
que escreveu o Evangelho de João (v. 24). Jesus fugiu da pergunta com
uma mensagem cifrada: "Se Eu prefiro que ele permaneça vivo até que Eu
venha, o que você tem a ver com isso?" (Tradução Livre).
O
texto faz uma clara distinção entre o "morrer" e o
"permanecer". A morte é passageira, porém a permanência no amor, deve
ser em Jesus.
No v.24, o discípulo João, confirma sua autenticidade apostólica em afirmar
categoricamente: Este é o discípulo que dá
testemunho destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu
testemunho é verdadeiro, declarando ser o próprio autor (João),
confirmando que o referido dito que saiu entre os irmãos (em v.23a) foi apenas
um equívoco, e assume a responsabilidade da heurística (da verdade dos fatos
agora relatados), até mesmo pelos fatos históricos de Pedro ser um pescador,
rude e não alfabetizado e do Evangelho de João ter sido escrito entre os anos
95 e 100 d,C., tendo sido aceito cronologicamente o último a ser escrito dentre
os quatro Evangelhos, em Patmos.
Enquanto o
Filósofo e Historiador Orígenes (185 - 253) responsável pela Escola Catequética
de Alexandria afirmou que: "Pedro, ao ser martirizado em Roma, pediu e
obteve que fosse crucificado de cabeça para baixo", "Pedro,
finalmente tendo ido para Roma, lá foi crucificado de cabeça para baixo."
Fato ocorrido aproximadamente em 67 d.C*³, morrendo bem antes de ter sido
escrito o Evangelho de João, sendo mais uma prova cabal de que tais equívocos
não podem prevalecer.
Conclusão
Diante de
tais comprovações chegamos as seguintes conclusões:
Primeiro que
pela exegese textual fica provado e comprovado que Jesus se referia a João,
durante todo seu diálogo com Pedro: No seu reconhecimento (v.20), no
questionamento de Pedro sobre a sua situação (v.21), quando indagou se ele
quisesse deixá-lo (v.22), no posicionamento soberano de sua escolha (v.23), e
na sua autoria e confirmação (v.24).
Em segundo,
que houve um conflito de informações durante a divulgação desse diálogo de
Jesus com Pedro (v.23a), ocasionando uma falsa crença de que João possivelmente não
morreria, pois Jesus talvez tivesse uma predileção pelo discípulo,
poupando-o assim dos acontecimentos vindouros (sua segunda vinda e o
arrebatamento). Conflito esse resolvido no próprio contexto, onde o autor
confirma que Jesus não falou a Pedro que ele próprio não morreria, “mas:
se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso?” (v.23c),
informando a Pedro que deveria prestar a mais atenção em suas escolhas (vida)
que na de João: ...que tens tu com isso? Segue-me tu. (v.22)
Por
fim, confrontados os equívocos existentes, com os Textos Sagrados originais e
de outros idiomas, torna-se perceptível a clareza na verdade dos fatos (a
heurística) envolvidos, facilitando assim a leitura crítico-interpretativa com
maior profundidade e sustentabilidade científica na exposição das supracitadas
referências.
E como já
dizia John Stott: Crer é também pensar!
Referência
MARCOS FERNANDEZ, N., 1973: A Septuaginta na pesquisa
contemporânea, Madrid.
VILSON SCHOLZ e ROBERTO G. BRATCHER (trads.), Novo Testamento Interlinear Grego-Português (Sociedade
Bíblica do Brasil, 2004).
RIENECKER, Fritz; ROGER, Cleon. Chave linguística do Novo Testamento Grego. São Paulo: Vida Nova, 1995
LIDDELL and SCOTT. Greek-English Lexicon. Oxford University Press.
PEREIRA, Isidro. Dicionário Grego-Português e Português-Grego.
Porto: Ed. Apostolado da Imprensa
Textos
e Traduções Grego Koinê (LXX)
20 Ἐπιστραφεὶς ὁ Πέτρος βλέπει τὸν μαθητὴν ὃν ἠγάπα ὁ Ἰησοῦς ἀκολουθοῦντα, ὃς καὶ ἀνέπεσεν ἐν τῷ δείπνῳ ἐπὶ τὸ στῆθος αὐτοῦ καὶ εἶπεν· Κύριε, τίς ἐστιν ὁ παραδιδούς σε;
21 τοῦτον οὖν ἰδὼν ὁ Πέτρος λέγει τῷ Ἰησοῦ· Κύριε, οὗτος δὲ τί;
22 λέγει αὐτῷ ὁ Ἰησοῦς· Ἐὰν αὐτὸν θέλω μένειν ἕως ἔρχομαι, τί πρὸς σέ; σύ μοι ἀκολούθει.
23 ἐξῆλθεν οὖν οὗτος ὁ λόγος εἰς τοὺς ἀδελφοὺς ὅτι ὁ μαθητὴς ἐκεῖνος οὐκ ἀποθνῄσκει. οὐκ εἶπεν δὲ αὐτῷ ὁ Ἰησοῦς ὅτι οὐκ ἀποθνῄσκει ἀλλ’· Ἐὰν αὐτὸν θέλω μένειν ἕως ἔρχομαι, τί πρὸς σέ;
24 Οὗτός ἐστιν ὁ μαθητὴς ὁ μαρτυρῶν περὶ τούτων καὶ ὁ γράψας ταῦτα, καὶ οἴδαμεν ὅτι ἀληθὴς αὐτοῦ ἡ μαρτυρία ἐστίν.
25 ἔστιν δὲ καὶ ἄλλα πολλὰ ἃ ἐποίησεν ὁ Ἰησοῦς, ἅτινα ἐὰν γράφηται καθ’ ἕν, οὐδ’ αὐτὸν οἶμαι τὸν κόσμον χωρήσειν τὰ γραφόμενα βιβλία.
Latim
(Vulgata Latina) Sacra
20 conversus Petrus vidit illum discipulum quem
diligebat Iesus sequentem qui et recubuit in cena super pectus eius et dixit
Domine quis est qui tradit te
21 hunc ergo cum vidisset Petrus dicit Iesu Domine
hic autem quid
22 dicit ei Iesus si sic eum volo manere donec
veniam quid ad te tu me sequere
23 exivit ergo sermo iste in fratres quia
discipulus ille non moritur et non dixit ei Iesus
non moritur sed si sic eum volo manere donec venio quid ad te
24 hic est discipulus qui testimonium perhibet de
his et scripsit haec et scimus quia verum est testimonium eius
25 sunt autem et alia multa quae fecit Iesus quae
si scribantur per singula nec ipsum arbitror mundum capere eos qui scribendi
sunt libros amen
Tradução
Literal baseado nos textos anteriores (Pr. Bruno
Pontes)*¹
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20 Então Pedro, havendo-se voltado, vê seguindo-O
(seguindo Jesus)*¹ aquele discípulo (João)
a quem Jesus amava (aquele que também, na ceia, se recostou sobre o peito dEle
(de Jesus), e que disse: "Ó Senhor, quem é que Te está traindo?")
21 Pedro, havendo visto este (João), diz a Jesus: "Ó Senhor, e que será
deste varão?"
22 Jesus lhe diz: "Caso Eu deseje ele
permanecer enquanto Eu venho, que importa a ti? Segue-Me tu."
23 Portanto, saiu esta palavra para os irmãos, que
aquele discípulo (João) não morre. No
entanto, Jesus não disse a ele (a Pedro) que "ele (João) não morre", mas: "Caso Eu
deseje ele permanecer enquanto Eu venho, que importa a ti?"
24 Este (João)
é o discípulo que está testificando a respeito destas coisas e havendo escrito
estas coisas; e temos sabido que o testemunho dele (de João) é verdadeiro.
25 E também há muitas outras coisas, tantas quanto
Jesus fez; as quais, se fossem escritas uma por uma, eu suponho nem ainda o
mundo, ele mesmo, ter espaço para os livros que estariam sendo escritos. Que
assim seja!
Tradução
João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada (ARA - Pt/Portugal)
20 E Pedro, virando-se, viu que o seguia aquele discípulo
a quem Jesus amava, o mesmo que na ceia se recostara sobre o peito de Jesus e
perguntara: Senhor, quem é o que te trai?
21 Ora, vendo Pedro a este, perguntou a Jesus:
Senhor, e deste que será?
22 Respondeu-lhe Jesus: Se eu quiser que ele fique
até que eu venha, que tens tu com isso? Segue-me tu.
23 Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito,
que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não disse que não morreria, mas:
se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso?
24 Este é o discípulo que dá testemunho destas
coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.
25 E ainda muitas outras coisas há que Jesus fez;
as quais, se fossem escritas uma por uma, creio que nem ainda no mundo inteiro
caberiam os livros que se escrevessem.
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