Os pães da Proposição
Subtítulo: Os princípios de Deus para sua igreja em Levíticos.
Comentarista: Claudionor de Andrade
Pr: José Videmar R. Alexandre
16 de Setembro de
2018
Os pães da
Proposição
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE
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Almeida Corrigida e Revisada Fiel
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Levítico 24.5-9
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5 Também tomarás da flor de farinha e dela
cozerás doze bolos; cada bolo será de duas dízimas.
6 E os porás em duas fileiras, seis em cada
fileira, sobre a mesa pura, perante o SENHOR.
7 E sobre cada fileira porás incenso puro,
que será, para o pão, por oferta memorial; oferta queimada é ao SENHOR.
8 Em cada dia de sábado, isto se porá em
ordem perante o SENHOR continuamente, pelos filhos de Israel, por concerto
perpétuo.
9 E será de
Arão e de seus filhos, os quais o comerão no lugar santo, porque uma coisa
santíssima é para eles, das ofertas queimadas ao SENHOR, por estatuto
perpétuo.
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INTRODUÇÃO
Os pães da
proposição ficavam num dos lugares mais nobres e reservados do Tabernáculo.
Ali, em frente ao candelabro de ouro, eram iluminados durante toda a noite. A
simbologia é claramente cristológica: a luz do Evangelho mostra ao pecador
faminto que somente Cristo pode saciar-nos plenamente. Nesta lição, veremos
como Deus foi didático a Israel ao mostrar-lhe a suficiência de sua Palavra nos
pães da proposição. (LB CPAD, 3º Trim 2018, Lição 12, 16 Set 18)
É útil estudar
sobre o tabernáculo e suas peças por que não apenas o Novo Testamento
ensina-nos de Cristo, mas, o Velho Testamento também. Como já sabemos, o
Tabernáculo possuía duas divisões, sendo a primeira o Lugar Santo, onde haviam
três das sete peças de móveis feitas para o tabernáculo: o Candelabro (Êx.
37:17:23), a Mesa dos Pães (Êx. 37:10-16) e o Altar do Incenso (Êx. 30:1-8). Na
mesa eram postos os pães da proposição, em número de doze (um para cada uma das
doze tribos), que eram apresentados quentes cada sábado (Êx 25.30). Era uma
oferta de ação de graças, e o seu nome provinha de ser posto esse pão
continuamente diante da face do Senhor. Aqueles pães só podiam ser comidos
legitimamente pelos sacerdotes, e unicamente no pátio do lugar santo (Lv 24.9).
Todavia, uma exceção foi feita por Aimeleque, quando ele deu a Davi e aos seus
companheiros os pães da proposição, que tinham sido retirados de diante do
Senhor (1 Sm 21.1 a 6 – Mt 12.4). “Estes pães têm o nome 'Hapanim' (faces)
derivado do fato de que possuem "duas faces". Eram moldados em forma
de uma matsá grossa e quadrada, com ambos extremos dobradas para cima... D'us
ordenou: "Que haja pães sobre a mesa constantemente!" A mesa nunca
podia ficar vazia. Por conseguinte, os pães novos eram colocados antes dos
velhos serem retirados. (Os pães permaneciam sobre a mesa mesmo quando a nação
de Israel viajava.)”(CHABAD) Vamos pensar
maduramente a fé cristã?
TÓPICO l - OS PÃES DA
PROPOSIÇÃO
A fim de que os
pães da proposição fossem introduzidos no tabernáculo, Deus ordenou o fabrico
de uma mesa especial. Quanto aos pães, deveriam estes ser preparados de acordo
com uma receita bastante específica.
1. A mesa dos
pães. A mesa que receberia os pães da proposição, feita de madeira de acácia,
tinha essas medidas: dois côvados de cumprimento (90 centímetros), um côvado de
largura (45 centímetros) e sua altura, um côvado e meio (70 centímetros) (Êx
25.23-30). A mesa, toda revestida de ouro fino, recebeu adornos da altura de
quatro dedos, bastante apropriados para conter os pães sagrados. Suas argolas
serviam para transportá-la. A madeira de acácia, por ser medicinal, evitava
fungos e parasitas que poderiam contaminar os pães sagrados. (LB CPAD, 3º
Trim 2018, Lição 12, 16 Set 18)
Dentre as três
peças do Lugar Santo, a mesa da proposição, chamada também a mesa de madeira de
acácia (Ex 25.23; 37.10), a mesa pura (2Cr 13.11), a mesa do Senhor (Ml 1.12)
ou simplesmente, a mesa (Hb 9.2). Confeccionada em madeira de acácia (setim) e
revestida de ouro. Estes materiais nos lembram para a dupla natureza de Cristo:
humana e divina. No templo, a sua importância é notada pois é determinada “a
mesa que está perante a face do Senhor” (Ez 41.22). Mesas pela Bíblia representam
aceitação e comunhão (II Sm 9.7-13; Lc 22.30). Essa mesa da proposição é de
grande importância pois “está perante a face do Senhor.” Quem participa desta
mesa tem direito a estar na presença do Senhor. Sabemos que Cristo é o Pão da
Vida e por Ele temos ousadia a entrar na presença do Senhor (Hb 10.19-22). Note
que as medidas e a sua altura desta mesa eram iguais à arca da propiciação que
estava no Lugar Santíssimo, enquanto a sua largura e o seu comprimento eram
menores do que às da arca.
“A comunhão que
temos em Cristo é realmente comunhão com o próprio Deus. Porém, a inteira
largura e profundidade dessa comunhão são limitadas por estarmos ainda na
carne, nessa peregrinação terrena. Que benção de sermos levados à presença real
de Deus por Cristo, e que desafio temos em aprender tudo que podemos das
glórias de Deus em Cristo (II Co 3.18; Cl 3.10). Também podemos entender pelas
medidas da mesa que a mesa do pão da proposição é limitada. Não são todos os
que desejam aproximar a ela que podem, mas somente o sacerdote e a sua família
(Mt 12.4; Lv 24.9). Ainda mais, a participação nesta mesa não era para todos os
sacerdotes e seus filhos, mas restrita para o sacerdote que ministrava e sua
família. Isso claramente representa que a Ceia do Senhor, na mesa do Senhor,
como ordenança da igreja seja limitada somente aos membros daquela igreja que
está administrando-a (I Co 5.11-13)”. (Extraído de: O
Tabernáculo. Disponível em: https://www.palavraprudente.com.br/estudos/calvin_d/tabernaculo/cap18.html. Acesso em: 10
Set, 2018).
2. Os pães da
proposição. Os pães da proposição eram preparados todos os sábados pelos coatitas (1
Cr 9.32). Em sua composição, usava-se a flor da farinha de trigo (Lv 24.5). Ou
seja, a parte mais fina e nobre deste produto. Depois de cozidos, eram postos
em duas fileiras sobre a mesa, sendo entremeados por incenso (Lv 24.6,7). Doze
pães, um para cada tribo de Israel.(LB CPAD, 3º Trim 2018, Lição 12, 16
Set 18)
Pão da proposição
(em hebraico: lechem haPānīm לחם הפנים, literalmente: "Pão da Presença"), em um contexto bíblico ou
judaico, refere-se aos bolos ou pães que estavam sempre presentes em uma mesa
especialmente dedicada, no Templo de Jerusalém, como uma oferenda a Deus. (WIKIPÉDIA). O Dicionário
Strong’s diz que “O pão da proposição significa literalmente “as faces
apresentadas”” (# 6440). Este “pão sagrado” (1Sm 21.4-6) e “pão contínuo”
(Nm 4.7) significa a aceitação de Deus por todos que comem e deleitam-se com
Cristo (Jo 6.31-40; 10.9). O pecador arrependido que confia pela fé na vitória
de Cristo sobre o pecado e a morte como a sua vitória pode com “rosto
descoberto” entrar e sair e achar pastagens (Jo 10.9,10; 2Co 3.18). Graças a
Deus pela aberta comunhão com Deus por Jesus Cristo.
3. A simbologia dos
pães. Os pães da proposição simbolizavam a presença sempre providencial de
Deus no meio de seu povo (Jr 32.38). Desta forma, os israelitas deveriam saber
que o homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus
(Mt 4.4). Quanto ao pão estar acompanhado de incenso, significa isso que a
presença do Senhor sempre vem acompanhada pelas orações dos santos (Ap 5.8;
8.3,4). Os pães da proposição, ou da presença, representam ainda a Palavra de
Deus, que, através do Evangelho, alimenta o mundo faminto (Jo 1.1). (LB CPAD, 3º Trim
2018, Lição 12, 16 Set 18)
Os doze pães, um
para cada tribo de Israel, representados ou revelados diante do Senhor. O
número doze que aparece aqui é símbolo da totalidade e autoridade apostólica. A
mesa e os pães eram considerados uma coisa só, a comunhão de Cristo com sua
Igreja, eis aqui outros símbolos da mesa de ouro ou dos pães da proposição:
a)- União da
família sacerdotal: A Igreja e Cristo, um só Corpo, um só pão. Cristo sustenta
a sua Igreja e a apresenta ao Pai continuamente (Jd 24,25).
b)- Centro da
alimentação sacerdotal: Os pães foram comidos pelos sacerdotes em cada sábado,
onde eram substituídos por outros novos. A Igreja é um sacerdócio que se reúne
ao redor de Jesus Cristo (Sl 133).
c)- Os pães eram
redondos e tinham um buraco no meio e foram assados no fogo: O pão redondo (sem
começo e fim) revela o memorial eterno do intenso sofrimento (fogo) de Cristo o
Pão da Vida, que foi transpassado (buracos no meio) na Cruz do Calvário (Jo
19.34-37). A melhor farinha: obtida de grãos inteiros do trigo, tinha que ser
triturado até virar pó. Representam as tribulações, provações e sofrimentos do
Senhor Jesus Cristo que foi esmagado e triturado para tornar-se nosso Pão da
Vida. Na farinha não havia impureza, significa que não havia nenhuma impureza
em Sua humanidade perfeita e sem pecado (Jo 12.24).
1. A Bíblia chama
esses pães sobre a mesa de vários nomes que demonstram verdades de Cristo e de
sua Igreja:
• Pão da Presença -
“revelação” (1 Co 11.26).
• Pão de Deus (ERA)
- “amor” (Lv 21.21).
• Pão Contínuo -
(ERA) - “fidelidade” (2 Cr 2.4).
• Pão Presente -
“comunhão” (Mt 18.20).
• Pão da Face -
“glória” (2 Co 4.6).
• Pão da Ordem -
“santidade” (1 Co 11.34).
• Pão do Memorial -
“gratidão” (1 Co 26).
• Pão Transpassado
- “vitória” (Jo 20.20).
Os doze pães
representam as doze tribos de Israel que descansavam sobre a Mesa (Cristo) o
verdadeiro “shabat” descanso. O pleno descanso somente é encontrado em sua obra
consumada no Calvário. Eis aqui o significado e a mensagem que traz cada tribo
de Israel, revelada na “mesa do Senhor”: Zebulon “Graça” (Ef 2.8); Ruben
“Visão” (Ef 1.18); Dã “Confissão” (1 Jo 1.9); Manasses “Perdão” (Cl 1.14); Leví
“Comunhão” (1 Jo 1.7); Simeão “Obediência” (Jo 8.51); Aser “Bem-Aventurança”
(Mt 5.3-11); José “Vitória” (1 Jo 5.4); Issacar “Galardão” (Hb 11.6); Naftali
“Conquista” (Hb 11.34); Gade “Prosperidade” (Dt 28.11) e Judá “Triunfo ou
Louvor” (2 Cr 20.27).
TÓPICO II - A PALAVRA
DE DEUS, O PÃO DA VIDA
O povo de Israel,
desde o início de sua história, sempre teve uma convivência cerimonial e
tipológica com o pão (Gn 14.18-20). Quer no tabernáculo quer fora do
tabernáculo, o pão sempre simbolizou a presença de Deus entre o seu povo.
1. A Palavra de
Deus é vida. Durante a peregrinação de Israel no Sinai, os israelitas
conscientizaram-se de que nem só de pão vive o homem, mas da Palavra de Deus
(Dt 8.3). Durante 40 anos, Deus os sustentou com o maná, o pão que descia dos
céus, a cada manhã (Êx 16.31-35). Portanto, a presença divina era perceptível
tanto no lugar Santo do Tabernáculo quanto no arraial. Todos sabiam que, apesar
das asperezas do deserto, o Senhor jamais os abandonaria naquela árdua
caminhada. (LB CPAD, 3º Trim 2018, Lição 12, 16 Set 18)
Como já definido,
os pães da proposição lembravam que Israel era formado de 12 tribos e as
representava. O incenso que era colocado sobre os pães e posteriormente
queimado (sacudiam o incenso do pão e queimavam o incenso), simbolizava a
inteira consagração de Israel ao Senhor. Lendo Hebreus 9.24, entendemos que
estes eram símbolos de Cristo. Jesus está diante do Pai representando-nos
continuamente. Ao voltar para o Reino dos Céus levou Consigo a natureza humana.
A mesa e os pães são tipo de Jesus, o Pão da Vida (Jo 6.32-33), assim como o
altar do incenso representa a Cristo, como nosso intercessor e o Castiçal,
representa a Cristo como a luz do mundo.
“Os Pães da
Proposição eram uma figura de Cristo como o pão da vida (João 6:32-33), a
comida espiritual do povo de Deus. Cristo está sempre diante da face do Pai. O
Incenso revelava a morte de Cristo como sendo de cheiro suave a Deus (Efésios
5:2). Assim como o pão fora feito de trigo que havia sido moído e assado, assim
também o sofrimento de Cristo o capacitou para tornar-se o pão das nossas
almas. O fato de haver doze pães demonstrava a identificação de Cristo para com
Seu povo (ex: as doze tribos).”
“Na verdade, pão significa
"suprimento", "alimentação". Devemos lembrar que
"pão" no Velho Testamento, sempre foi símbolo de suprimento
alimentar, Gn 28.20, "Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo
e me guardar neste caminho que vou seguindo, e me der pão para comer e vestes
para vestir". Ver ainda Gn 47.12; Dt 8.9; Sl 132.15. Foi por esta razão
que Jesus ordenou a seus discípulos que orassem pedindo, não somente refeições
diárias, mas o "pão-nosso" de cada dia, Mt 6.11, "o pão nosso de
cada dia nos dá hoje
"Várias vezes
na Escritura, a palavra de Deus é comparada com alimento que deve ser
assimilado. Ezequiel, como João, experimentou uma profecia doce-amarga
(Ezequiel 2:8; 3:1-3). Da mesma forma, Jeremias teve de consumir a palavra
divina (Jeremias 15:16). O primeiro efeito da comunicação profética foi doce
como o mel à boca, e trouxe deleite indizível a João ao ver que as predições
passadas estavam prestes a cumprir-se. Foi-lhe doce ao paladar compreender que
finalmente o domínio da terra passaria de Satanás para Cristo, e que uma era
perversa estava prestes a terminar e uma nova era a começar. Mas então o
apóstolo meditou no efeito do juízo sobre as multidões sem Deus, e pensou na
ira final sob as sete taças e nos terrores do Senhor que em breve sobreviriam
aos ímpios. Ao meditar no destino final dos perdidos, a angústia apertou-lhe o
coração. O que lhe era doce ao paladar teria um efeito amargo para os
habitantes rebeldes da terra. Sua comissão foi renovada e João teve de sair,
profetizando para as multidões a respeito do juízo vindouro. O mesmo princípio
está em vigor, nesta era da graça, para todos os pregadores. Uma mensagem dada
por Deus deve ser recebida e absorvida em seu próprio ser. A verdade de segunda
mão e não experimentada nunca é dinâmica. Tanto a doçura como a amargura de um
evangelho revelado por Deus devem fazer parte do treinamento espiritual dos
arautos. A verdade que eles têm deleite em receber exige a morte da vida do ego
e o sabor amargo das durezas e desapontamentos de ser testemunhas verdadeiras".
2. A Palavra de
Deus é o nosso sustento diário. Além do pão, Deus proporcionava
cotidianamente ao seu povo água, direção, proteção e iluminação (Êx 13.21;
15.22-27; 17.1-16). Por conseguinte, os israelitas eram sustentados, orientados
e protegidos pelo Senhor a cada dia. À semelhança de Davi, eles podiam declarar
que o Senhor era o seu pastor; nada lhes faltava (Sl 23.1). (LB CPAD, 3º Trim
2018, Lição 12, 16 Set 18)
Estes pães também
nos lembram da Palavra de Deus agindo em nossas vidas. Observe que a Palavra de
Deus deve ser também ingerida pelos filhos de Deus (“Achando-se as tuas
palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu
coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos”. Jr
15.16). Note que esta mesma Palavra pode ser amarga em nosso ventre, em virtude
de seu poder corretivo (Ap 10.10).
3. A Palavra de
Deus é o nosso sustento específico. Na mesa do Tabernáculo, havia, como
já vimos, doze pães distribuídos em duas fileiras, sendo um pão para cada tribo
de Israel (Lv 24.6). Entre as fileiras de pães, o incenso (Lv 24.7). O que isso
significa? Antes de tudo, que Deus alimenta o seu povo tanto coletiva quanto individualmente.
Ele conhece perfeitamente nossas necessidades (Sl 103.14; Mt 6.8). O que
podemos inferir desta lição? Deus tem uma comida personalizada para mim, para
você e para cada servo seu em particular. (LB CPAD, 3º Trim 2018, Lição 12, 16
Set 18)
Cristo é o Pão (Jo
6.35, 48, 53-58, 63). Para o mundo e para nós mesmos morremos, mas por Ele
vivemos (Gl 2.20).
“Não é por acaso
que o Senhor ao instituir a sua Ceia, coloca como um dos elementos, o pão, que
simboliza o Seu corpo que foi partido na cruz, e que deve ser ingerido por
todos aqueles que foram regenerados pela sua graça, Mt 26.26, "Enquanto
comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos,
dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo". Embora seja a Ceia uma ordenança
para manter a união e comunhão do povo de Deus, também nos fala de alimento
espiritual! É por esta razão que Jesus no Evangelho de João afirma que a sua
carne é "comida" e seu sangue é "bebida", "55 Porque a
minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida.
56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57
Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim
se alimenta, também viverá por mim.
TÓPICO
III - JESUS CRISTO, O PÃO QUE DESCEU DO CÉU
Os pães da
proposição são o mais perfeito símbolo do Senhor Jesus Cristo, pois a sua
missão, neste mundo, foi (e sempre será) alimentar-nos com a Palavra de Deus
(Jo 1.1).
1. Jesus, o pão da
vida. O Senhor Jesus, através de sua palavra, revela-se como a água e o pão da
vida (Jo 4.13,14; 8.32; Ap 7.17). Certa vez, Ele foi tão claro acerca de sua
missão redentora, que levou alguns de seus discípulos mais chegados a
escandalizarem-se com o seu discurso (Jo 6.48-60). O Senhor Jesus, como o pão
vivo, não se limitou a ficar no santuário, mas, encarnando-se, trouxe a
presença do Pai Celeste a toda a humanidade (Mt 1.23; Hb 1.3). (LB CPAD, 3º Trim
2018, Lição 12, 16 Set 18)
““Declarou-lhes,
pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome...” (Jo
6.35) A fome é uma dramática realidade que assola o mundo ainda hoje.
Apesar da abundância de pão, muitos ainda morrem de fome. Há fome física e
espiritual. O pão da terra não satisfaz a alma. Aqueles que comem desse pão
voltam a ter fome. Os banquetes da terra, as aventuras sexuais, os prazeres da
vida e as riquezas deste mundo não podem preencher o vazio que existe dentro de
você. Na verdade, Deus colocou a eternidade em seu coração. Há um vazio em sua
alma com o formato de Deus. Nada, nem ninguém, pode dar sentido à sua vida. Por
isso, Jesus veio ao mundo como o Pão da vida. Ele é o Pão vivo que desceu do
céu. Aquele que comer deste pão nunca mais terá fome, para sempre. Jesus
satisfaz plenamente sua mente, sua emoções e sua vontade. Ele traz refrigério
para seu corpo e descanso para sua alma. Nele você encontra provisão abundante
para o tempo e para a eternidade. Você, que está faminto, venha agora mesmo
para Jesus, o Pão da vida. Entre na sala do banquete. Há pão com fartura na
casa do Pai. Há vida abundante no banquete de Deus à sua espera. Jesus oferece
a você perdão e vida eterna!”
2. Jesus, o pão de
nossa comunhão com o Pai. Jesus, como o pão vivo que desceu do
céu, não precisa ser trocado todos os sábados, como os pães da proposição (Lv
24.8). Nosso Salvador, além de ser um sumo sacerdote infinitamente superior a
Arão, é o pão divino; e, do próprio sábado é Senhor (Mt 12.8; Jo 6.41; Hb
7.17-25). Aliás, Jesus Cristo é o próprio tabernáculo de Deus. Ao encarnar-se,
tornou-se semelhante a nós (Jo 1.14; Hb 9.11,12). E, com a sua morte e
ressurreição, fez-nos acessível o trono da graça, no qual, hoje, entramos
ousadamente (Hb 4.16). (LB CPAD, 3º Trim 2018, Lição 12, 16 Set 18)
“O pão e o vinho
são sinais de uma realidade espiritual. Antes de tudo, os sinais são o pão e o
vinho; os quais representam o mantimento espiritual que recebemos do corpo e
sangue de Cristo. Porque como no Batismo, ao regenerar-nos, Deus, nos incorpora
a Sua Igreja e nos faz Seus por adoção, assim também temos dito que com este
desempenha o papel de um zeloso pai de família proporcionando-nos continuamente
o alimento com o qual nos conserva e mantém naquela vida que nos gerou com Sua
Palavra; Agora bem, o único sustento de nossas almas é Cristo, e por isso nosso
Pai Celestial nos convida para que venhamos a Ele, para que alimentados com
este sustento possuamos dia após dia maior vigor até chegar por fim à
imortalidade no céu. E como este mistério de nos unirmos com Cristo é por sua
natureza incompreensível, Ele nos mostra a figura e imagem com sinais visíveis
mui próprios de nossa débil condição. Mais ainda; como se nos desse um
presente, nos dá tal segurança disso, como se O víssemos com os nossos próprios
olhos; porque esta semelhança tão familiar: que nossas almas são alimentadas
com Cristo, exatamente igual o pão e o vinho natural alimentam nossos corpos,
penetra nos entendimentos, por mais rudes que sejam
3. Dai-lhes vós de
comer. Hoje, ao proclamarmos o Evangelho, outra coisa não fazemos senão
alimentar os famintos com a Palavra de Deus (Mt 28.18-20; Lc 9.13). Portanto,
evangelizemos e façamos missões enquanto há tempo. A fome espiritual nunca foi
tão acentuada como nos dias de hoje (Am 8.11,12). (LB CPAD, 3º Trim 2018, Lição 12, 16
Set 18)
“Quando Jesus
ordenou: “dai-lhes, vós mesmos, de comer.” Ele estava afirmando que o que eles
possuíam era o suficiente para ser multiplicado e repartido à multidão;
acontece que eles desconheciam o que o Senhor era capaz de fazer com tão pouco
(cinco pães de cevada e dois peixes) para tantos (cinco mil homem, exceto
mulheres e crianças)”. (Ultimato).
Precisamos compreender que neste momento existem multidões famintas esperando
ser “alimentadas” com este Pão da Vida, e nós temos essa responsabilidade e
privilégio de poder “distribuir” esse “Pão” a essas multidões por meio do
“semear a boa semente do Evangelho”. Sejamos obedientes!
CONCLUSÃO
No Antigo
Testamento, apenas o sumo sacerdote e seus filhos tinham direito de comer dos
pães da proposição. A única exceção foi Davi e seus homens (Mc 2.25,26).
Através de Cristo, porém, temos acesso não somente aos pães da proposição como
também ao lugar mais santo do tabernáculo. E, todas as vezes que nos reunimos
para celebrar a Ceia do Senhor, lembramo-nos de que Jesus é a presença eterna
do Pai entre nós (1 Co 11.23,24). Ele é o pão da vida. Amém. (LB CPAD, 3º Trim
2018, Lição 12, 16 Set 18)
Cristo é o Pão (Jo
6.35, 48, 53-58, 63). Para o mundo e para nós mesmos morremos, mas por Ele
vivemos (Gl 2.20). Temos comido de Cristo?
“Achando-se as tuas
palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu
coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos”.
(Jeremias 15.16),
PARA REFLETIR
A respeito de “Os Pães da
Proposição”, responda:
1) Como os pães da proposição eram preparados?
Os pães da proposição eram preparados
todos os sábados (1 Cr 9.32). Em sua composição, usava-se a flor da farinha de
trigo (Lv 24.5). Depois de cozidos, eram postos em duas fileiras sobre a mesa,
sendo entremeados por incenso (Lv 24.6,7).
2) Quem eram os encarregados de
fazê-los?
Os coatitas.
3) Onde ficavam os pães da proposição?
Sobre a mesa.
4) O que eles simbolizam?
Os pães da proposição simbolizavam a
presença sempre providencial de Deus no meio de seu povo (Jr 32.38).
5) Por que Jesus é o pão vivo que desceu do céu?
Porque a sua missão, neste mundo, foi (e sempre será) alimentar-nos com
a Palavra de Deus (Jo 1.1).(LB CPAD, 3º Trim 2018, Lição 12, 16 Set 18)
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